quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Minha vida de estudante - Parte final

Esta é a segunda e última parte de minhas histórias como adolescente/jovem estudante.
Para ler a primeira parte, clique no link abaixo:

https://joaodinheiro.blogspot.com.br/2016/08/minha-vida-de-estudante-parte-1.html

Antes de eu comprar o carro, muitos amigos meus diziam que mulher era interesseira, que só saiam com caras que tinham carro, essas coisas. Mas eu não acreditava nisso. Até um dia que pude comprovar esta teoria na prática.
Durante alguns dias, fiquei xavecando uma menina que estudava na mesma faculdade, mas em outro curso. Foram duas semanas de tentativas e nada. Depois de algum tempo, indo para o estacionamento conversando com um amigo, percebo que esta menina estava atrás de nós. Como ela me chutou quando tentei uma aproximação, fingi que ela não estava lá. Ocorre que essa menina viu que eu estava de carro, e se aproximou de mim na maior cara dura. Ela veio com aqueles papos “oi, como você está, blá-blá-blá”. Eu cortei logo o assunto e fui entrando no carro. Ela, como se não quisesse nada, disse para mim que estava indo para o baixo X. Eu saquei que era por causa do carro, então liguei o Foda-Se e disse que eu estava indo para outro lado, e que ela devia se apressar, pois dali a pouco passaria o último ônibus dela. Eu ria sozinho no carro voltando pra casa lembrando como o mundo gira, e uma hora você está por baixo e outra hora você está por cima. No semestre seguinte fiquei sabendo que ela havia trancado a faculdade pois havia engravidado de um zé ruela qualquer. Ou seja, me livrei de uma baita armadilha.

Lembro que, ainda na época do colégio, havia um cara na sala que eu estudava que era metido a bandido, falava cheio de gírias e mexia com todo mundo, graças aos comparsas amigos dele, também metidos a bandidos.
Certa vez, no meio de uma discussão na aula, esse cara falou para mim “você é otário de estudar, eu sou muito mais foda que você, você não vai chegar a lugar nenhum desse jeito”. Fiquei tão puto com aquilo, pois aquele cara não sabia um décimo do esforço que eu tinha para conseguir fazer as minhas coisas, buscar um lugar ao sol. Na mesma hora respondi, desafiando também “cala a boca, você não sabe nada da minha vida. Daqui a cinco anos, vamos ver onde você estará e onde eu estarei”.
Um dia, depois de estar formado e com meu carro próprio, eu estava voltando do trabalho e parei em um supermercado próximo da minha casa. Quando estava no caixa, sabe quem estava trabalhando embalando as compras? Exatamente, o idiota que me desafiou alguns anos atrás.
Na hora o reconheci, pois a cara dele não mudou muito. E ele também me reconheceu. Ficamos uns 3 segundos nos encarando, e depois ele tentou esconder o rosto. Deu vontade de falar “e agora, seu otário? Quem está melhor na vida?”. Mas a cara dele quando eu passei no caixa já deixava clara a vergonha dele.

No ano passado, eu fazia um curso aos sábados, e ia de ônibus e metrô, por ser mais rápido e barato do que ir de carro. Quando eu voltava para casa, o ônibus passava por uma região de comércio popular, e geralmente enchia de gente neste ponto. Numa tarde, estou de boa no fundo do ônibus quando vejo uma menina jovem, com duas crianças pequenas entrando no ônibus, na parte de trás, em um daqueles assentos preferenciais. Eu estava de óculos escuros, e assim pude encará-la sem ela notar. Prestei atenção e notei que era uma menina que estudava na minha sala no colégio. Na época de colégio ela era deliciosa, usava sempre roupas justas, decotes, e tingia o cabelo de loiro, com piercing no umbigo e a barriga lisinha. Como tinha olhos claros, todos os garotos pagavam pau. Só que ela namorava um zé droguinha na época. Tentei ficar com ela na época e quase arrumo confusão.
Vi que ela estava acabada, com a barriga e a bunda toda flácida, com olheiras gigantes e olhar triste, abatido. Deprimente a cena.
Outra menina com quem eu ficava na época do colégio também virou mãe solteira, de um vagabundo qualquer que engravidou-a e deu no pé.

Enfim, estas foram algumas histórias de minha vida como estudante.
E você? Conte nos comentários as histórias sobre a época de colégio.


Abraço

Um comentário:

  1. Cara...voce viu a REAL NUA e CRUA de como funciona..Voce ja leu os livros de Nessahan Alita? Depois leia e verás como funciona o sistema feminino.

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