terça-feira, 29 de novembro de 2016

Fechamento - Novembro/2016 - R$ 68.321,39 (+7,57% ou +R$ 4.807,29)


Olá amigos,

Bora para mais um fechamento mensal?

Finanças
Mês excelente, com avanço acima de R$ 4.000,00 por conta de aporte turbinado. Acredito que ultrapassarei os R$ 70.000,00 até o final do ano.

(Planilha de rendimentos - Fonte: alemdapoupanca.blogspot.com)


Educação
Sigo firme na pós-graduação. Tem muito conteúdo para estudar, porém eu estou tranquilo, já os outros alunos com o mimimi de sempre. Participei de uma reunião na empresa em que precisei fazer uma análise utilizando conteúdo da pós, foi bem interessante.

Relacionamentos
Novamente sem novidades.

Vida profissional
Por conta da crise, muitos clientes querem forçar os pedidos agora no final do ano, e a pressão dos chefes fica ainda maior. Fui informado que no início do próximo ano vão ocorrer mudanças nas minhas responsabilidades, para eu poder coordenar um projeto maior, envolvendo mais de uma unidade da empresa. Oportunidade para mostrar competência para outros gerentes, mas também chance maior de fazer besteira.

Saúde
Não consegui manter a corrida, devido aos horários de trabalho muito puxados. Voltei para a academia, em outra modalidade de esporte, espero ter mais sucesso desta vez.

Conclusão
Mês muito bom, com ótima evolução do patrimônio, apesar da pressão no trabalho. Próximo mês será de retrospectiva, hora de avaliar como foi o ano e planejar os próximos passos.
Aproveito para agradecer aos mais de 2000 views, e aos comentários de todos.
Vou tentar manter uma postagem de fechamento mensal e uma postagem de assunto aleatório/financeiro/pessoal/profissional ao longo do mês.

Sucesso

Abraço

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Porque a carga de trabalho aumenta, mas a remuneração não aumenta?

"Não estou certo se estou trabalhando muito ou ganhando pouco"


Olá amigos,

Inspirado no post excelente do Executivo Pobre (clique aqui para ver), sobre como as empresas normalmente não fazem correlação entre Responsabilidade e Promoção, apesar de todo o discurso de meritocracia que muitos utilizam.
Vou contar um pouco da minha experiência profissional sobre aumento de responsabilidade e carga de trabalho, com zero contrapartida financeira.

Eu comecei na empresa onde estou há alguns anos, como temporário, e depois consegui ser contratado como funcionário CLT. Infelizmente, desde que eu fui contratado, não fui promovido nenhuma vez.
Apesar disso, olhando as minhas responsabilidades atuais, talvez nem eu aceitasse fazer esta atividade se não estivéssemos na maior crise da história deste país. Viajar frequentemente e, ao mesmo tempo, ser responsável por fazer as atividades de duas unidades da empresa é complicado. Tenho que lidar com as várias pessoas de cada unidade, de níveis hierárquicos diferentes (muitas vezes acima do meu nível), sem deixar de cumprir as tarefas, e ainda desenvolver as pessoas que trabalham comigo. Tudo isso com salário “júnior”. Realmente fica difícil fechar esta conta.
Para complicar ainda mais, eu tenho mais de um chefe (gerente). Lidar com a briga de egos entre eles é duro, pois os estilos são bem diferentes.
Um é mais calmo e tranquilo, e demonstra maior controle emocional. Já o outro chefe é mais explosivo, falando alto, dando bronca nos funcionários no meio de pessoas de outras áreas, é mais controlador/centralizador.

 Como vejo meus chefes: um deles é calmo até demais, e o outro se parece com o Sr. Richfield da família dinossauro


Quando conversei com um deles sobre aumento de salário (antes de saber que o meu nome estava na lista de "futuros líderes"), fui informado que “a empresa está em crise” (e está mesmo, assim como milhares de outras no país inteiro), que a diretoria não aprovaria, entre outras desculpas. Pior ainda, tive que ouvir: "Veja bem, se eu der um aumento para você, também terei de dar aumento para os outros do departamento".
Mudei a estratégia, e comecei a participar de mais projetos, para que meu nome aparecesse para outros gerentes/diretores. Acabei virando um “coringa” no departamento, convocado para “resgatar” projetos que não estão avançando ou que tem funções problemáticas. Apesar ser um dos mais novos (tanto em idade quanto em tempo de empresa), procuro sempre manter um relacionamento amigável com pessoas de vários departamentos, inclusive outros gerentes.
Desde que terminei a faculdade, não parei de estudar. Estou fazendo pós-graduação (coisa que só mais uma pessoa do departamento tem, não é um dos chefes!). Tenho inglês intermediário, e estou avançando com o espanhol.
Mesmo com tudo isso, o máximo que consegui foi saber que o meu nome foi para a lista de promoções da diretoria para 2017, ainda sim sem certeza nenhuma do que pode acontecer.

Como assim, só terei aumento de trabalho, e nada de aumento de salário?

Eu entendo o lado da empresa, afinal todo aumento de salário deve ser bem justificado para a matriz, talvez até mais do que a demissão de um funcionário (imagine um funcionário no Brasil tendo salário mais alto que alguém no mesmo cargo na Europa? Jamais). Se eu fosse dono da empresa, faria de tudo para não aumentar salário (+ salário = + custo fixo).
Muito se fala de funcionários excelentes, de motivar os funcionários a darem o melhor de si. Concordo com isso, mas e na hora da empresa dar o melhor para o funcionário? A exigência dos funcionários é cada vez maior, porém nem sempre a remuneração acompanha esta situação. Aliás, geralmente ocorre apenas aumento de trabalho.

Conversando com um conhecido sobre este assunto, ele me lembrou bem que muitas empresas davam aumento apenas para funcionários que colocavam a “faca no pescoço” da gerência/diretoria, com ameaças de ir para a concorrência ou sair da empresa por causa do salário. Os casos que conheci que a pessoa fez isso, a pessoa não ficou 3 meses na empresa, rapidamente foi demitida, mesmo com o aumento de salário.
Já ouvi que, quando esta crise passar, quem se mantiver empregado/trabalhando vai poder escolher emprego “a dedo”, fazendo leilão de salário/benefícios, pois as empresas precisarão urgente de pessoas capacitadas para acompanhar o crescimento de demanda. Resta saber quando isso vai acontecer: alguns falam em 2018, enquanto que os pessimistas (e eu faço parte deste grupo) estimam recuperação só depois de 2022.


Eu esperando o ano de 2017, para decidir o que fazer da vida profissional...

Vamos esperar 2017 para ver como as coisas vão andar para planejar os próximos passos.

É isso.

Sucesso

Abraço